sábado, 14 de março de 2015

Podemos Ir mais além!

Desde que a cultura de origem vinda do além mar, chegada a partir das grandes navegações marítimas em todo o globo terrestre, atracou em terras estrangeiras com intenção de dominação e catequese, diferenças locais ganharam proporções mundiais de impacto e conseqüências incalculáveis sobre a vida.

Assim como a ONU interfere em conflitos no globo terrestre, o Estado Nacional legalizado entre nós impõe sua decisão onde quer que se sinta suficientemente armado e conchavado para fazê-lo. Para ser eficiente, essa interferência, tem que ser conciliadora, mas não é. Antes impõe sua instituição racional, sua moral, verdades verificadas pelo método, intensificando conflitos, eternizando guerras.
Defendem sua RAZÃO/LEI com violenta fé e impõem seu fel com incoerente autoridade: o mérito. Empurram-nos para o fim do mundo. A geração que me acolhe em vida vive mais que o pós guerra-fria, o apocalipse está sempre disponível no último capítulo do Livro, relido nas páginas policiais e políticas da Imprensa de massa.

Acumuladas dominações por Estado permanente de guerras, assistimos propagadas desavenças, hostilidades, dominAção,  DESenvolvimento sócio econômico cultural, por onde passamos: EMPREENDEDORES “recebem” do Estado autorização e conivência para retirar famílias de agricultores que viviam para subsistência e constituir “in-closers”. Fatos noticiados nos livros de história e nos Tribunais de Justiça, divulgados com o mérito de estratégia de “organização” de “mercado” e enriquecimento do Estado Democrático.

Tudo começa com a cerca de arame farpado. Esse é o ponto de partida do capitalismo.

Três pernas da dominação: da terra, da verdade iluminada, da autorização de morte – o rei, o conselheiro e o sacerdote. O executivo é exercido por uma perna empresarial, estratégica e outra violentaMENTE mercenária; o legislativo, pela elite moral, capital e ética; enquanto o judiciário, por crentes em seus deuses.

“O Ego é relacional, seja em diálogos internos, mentais, seja em debates presenciais, sempre que nos identificamos com o raciocínio lógico ao ponto de atuar na vida como seus seguidores, perdemos o poder de escolha, instituídas nossas decisões, institucionalizamo-nos em certezas e Leis. Apenas o mistério é capaz de nos confundir do Ego, apenas o não saber, o NADA pode afastar a Razão, a certeza, o FUNDAMENTALISMO.”

Existe uma elite no poder que está seguindo esmeradamente o caminho trilhado pela cultura inglesa a título de “avanço” cultural, dominados os locais e o PÚBLICO: camponeses expulsos de suas terras; artesãos proibidos de praticar seu ofício em benefício da reserva a um tempo de mão de obra, de mercado e do fisco. Encontramos trabalho análogo a escravidão na indústria têxtil; bolsas de miséria acompanham a ordem do progresso promovido pelo Estado e Sociedade Monetária e Urbana.

Defendo a política solidária e ambiental por entender ser a que melhor aponta o caminho rumo a superação da política da alienação, a medida que valoriza relações comunitárias, oferece alternativas de meio ambiente legítimo ao espírito local por meio de intervenções de gentileza, cooperação, conciliação, autoempoderamento humano, atento a dignidade que devemos à existência. Capaz de unir bem viver e prosperidade para tod@s, num meio ambiente indispensável para que a cultura local floresça para além dos livros, nas relações.

Defendo a participação popular por meio de conselhos comunitários (COMO ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO), organizados por afinidade e envolvimento voluntário, produtivo, transparente junto aos três poderes e nas três esferas.

A ECONOMIA Comunitária SOLIDÁRIA  já oferece política pública consistente para aquelas pessoas que desejam fazer essa mudança agora mesmo, EM SUA VIZINHANÇA, em sua área de interesse e afinidade.

Penso que, ao invés de obrigar a votar, deveriam ser criadas ações facilitadoras da participação política. Apenas pelo exercício espontâneo de decisão pelo voto é que poderemos, um dia, falar de DEMOCRACIA. Sugiro institucionalizar esse processo como POLÍTICA PÚBLICA de reparação pelas restrições ao exercício político a que vem sendo submetida oficialmente a coletividade desde que o processo civilizatório e a medida que a cultura civilizadaMENTE urbana, instala-se sobre nós.


Defendo que essa conquista aconteça por decisão do consumidor/eleitor/tributado, de recusar-se a “migrar” para prestadores privad@s DE DIREITOS ADQUIRIDOS CONSTITUCIONALmente a moradia/saúde/educação/nutrição/associação. Decisão de assumir o custo social de aproximar-se COM SUA FAMÍLIA da Administração Pública por meio de algum dos diversos Conselhos ativos em nível municipal, participando voluntária e conscientemente da construção da mudança que queremos nesses setores que, no início e ao final da vida, importam igual e universalmente entre nós. Crianças, jovens e idosos reUNIDOS na esfera de decisão local.

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