Desde que a cultura de origem
vinda do além mar, chegada a partir das grandes navegações marítimas em todo o
globo terrestre, atracou em terras estrangeiras com intenção de dominação e
catequese, diferenças locais ganharam proporções mundiais de impacto e
conseqüências incalculáveis sobre a vida.
Assim como a ONU interfere em
conflitos no globo terrestre, o Estado Nacional legalizado entre nós impõe sua
decisão onde quer que se sinta suficientemente armado e conchavado para fazê-lo.
Para ser eficiente, essa interferência, tem que ser conciliadora, mas não é.
Antes impõe sua instituição racional, sua moral, verdades verificadas pelo método,
intensificando conflitos, eternizando guerras.
Defendem sua RAZÃO/LEI com
violenta fé e impõem seu fel com incoerente autoridade: o mérito. Empurram-nos
para o fim do mundo. A geração que me acolhe em vida vive mais que o pós
guerra-fria, o apocalipse está sempre disponível no último capítulo do Livro,
relido nas páginas policiais e políticas da Imprensa de massa.
Acumuladas dominações por Estado
permanente de guerras, assistimos propagadas desavenças, hostilidades, dominAção, DESenvolvimento sócio econômico cultural, por
onde passamos: EMPREENDEDORES “recebem” do Estado autorização e conivência para
retirar famílias de agricultores que viviam para subsistência e constituir “in-closers”.
Fatos noticiados nos livros de história e nos Tribunais de Justiça, divulgados
com o mérito de estratégia de “organização” de “mercado” e enriquecimento do
Estado Democrático.
Tudo começa com a cerca de arame
farpado. Esse é o ponto de partida do capitalismo.
Três pernas da dominação: da
terra, da verdade iluminada, da autorização de morte – o rei, o conselheiro e o
sacerdote. O executivo é exercido por uma perna empresarial, estratégica e
outra violentaMENTE mercenária; o legislativo, pela elite moral, capital e
ética; enquanto o judiciário, por crentes em seus deuses.
“O Ego é relacional, seja em
diálogos internos, mentais, seja em debates presenciais, sempre que nos
identificamos com o raciocínio lógico ao ponto de atuar na vida como seus
seguidores, perdemos o poder de escolha, instituídas nossas decisões, institucionalizamo-nos
em certezas e Leis. Apenas o mistério é capaz de nos confundir do Ego, apenas o
não saber, o NADA pode afastar a Razão, a certeza, o FUNDAMENTALISMO.”
Existe uma elite no poder que está
seguindo esmeradamente o caminho trilhado pela cultura inglesa a título de
“avanço” cultural, dominados os locais e o PÚBLICO: camponeses expulsos de suas
terras; artesãos proibidos de praticar seu ofício em benefício da reserva a um
tempo de mão de obra, de mercado e do fisco. Encontramos trabalho análogo a escravidão
na indústria têxtil; bolsas de miséria acompanham a ordem do progresso
promovido pelo Estado e Sociedade Monetária e Urbana.
Defendo a política solidária e ambiental
por entender ser a que melhor aponta o caminho rumo a superação da política da
alienação, a medida que valoriza relações comunitárias, oferece alternativas de
meio ambiente legítimo ao espírito local por meio de intervenções de gentileza,
cooperação, conciliação, autoempoderamento
humano, atento a dignidade que devemos à existência. Capaz de unir bem viver
e prosperidade para tod@s, num meio ambiente indispensável para que a cultura
local floresça para além dos livros, nas relações.
Defendo a participação popular
por meio de conselhos comunitários (COMO ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO), organizados por
afinidade e envolvimento voluntário, produtivo, transparente junto aos três
poderes e nas três esferas.
A ECONOMIA Comunitária SOLIDÁRIA já oferece política pública consistente para
aquelas pessoas que desejam fazer essa mudança agora mesmo, EM SUA VIZINHANÇA,
em sua área de interesse e afinidade.
Penso que, ao invés de obrigar a
votar, deveriam ser criadas ações facilitadoras da participação política. Apenas
pelo exercício espontâneo de decisão pelo voto é que poderemos, um dia, falar
de DEMOCRACIA. Sugiro institucionalizar esse processo como POLÍTICA PÚBLICA de
reparação pelas restrições ao exercício político a que vem sendo submetida
oficialmente a coletividade desde que o processo civilizatório e a medida que a
cultura civilizadaMENTE urbana, instala-se sobre nós.
Defendo que essa conquista
aconteça por decisão do consumidor/eleitor/tributado, de recusar-se a “migrar”
para prestadores privad@s DE DIREITOS ADQUIRIDOS CONSTITUCIONALmente a moradia/saúde/educação/nutrição/associação.
Decisão de assumir o custo social de aproximar-se COM SUA FAMÍLIA da
Administração Pública por meio de algum dos diversos Conselhos ativos em nível
municipal, participando voluntária e conscientemente da construção da mudança
que queremos nesses setores que, no início e ao final da vida, importam igual e
universalmente entre nós. Crianças, jovens e idosos reUNIDOS na esfera de
decisão local.
Muito bom o texto. É por aí.... bjssss
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