Quero aproveitar o dia da Confraternizaçâo Universal para agradecer a meus pais Jabes Pereira da Silva e Helena Fonte por jamais terem me repudiado por minha natureza anti-convencional. Por mais difícil que tenha sido, e que ainda seja, o convívio íntimo com o diferente, com todos os conflitos que tal encontro suscita sobretudo no seio de casa, enfrentamos o mistério da vida sem recorrer a alienaçâo.
Penso nas milhôes de pessoas que se encontram nesse exato momento repudiadas, isoladas, dopadas por seus familiares e instituiçôes tantas desde tenra idade por expressarem sensibilidade diferenciada e maneira anti-convencional de viver o que seja humano, o que seja o existir. Submetidas a violências e abandonos oficiais pela cultura que acredita poder impor seu o padrâo a naturalidade... os tarjas pretas estâo aí para impor a hipocrisia, antes de tudo.
Somos criaturas relacionais e a família original encerra o padrâo primeiro a ser seguido, reproduzido, defendido ou repudiado, enfim. Se existe um rompimento possível diante do mundo é com os dogmas da família, meus pais romperam com os deles e venceram bravamente as consequencias todas desse romper.
Nâo é fácil, mas é onde a realizaçâo social mora, no convívio amigável entre diferentes, preservando as diferenças para nos reconhecermos iguais.
Acho que era isso que Jesus queria dizer quando afirmava que o maior dos mandamentos está em amar ao próximo como a si mesmo. Apenas nos reconhecendo diferentes e únicos é que poderemos reconhecer a unicidade diferente do próximo. Isso é amor incondicional diante da criaçâo.
Gratidâo papai!
Gratidâo mamâe!
Gratidâo mamâe!
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