quarta-feira, 18 de março de 2015

Patriotas: crias da pátria, herdeiros do patriarcado.



O que faz com que um ser humano sinta-se, acredite-se, autorize-se mais merecedor do que outro ser vivo, de estar vivo, ao ponto de mandar tirar a vida do outro ser? Encarcerar? Exilar? Em nome da traição, desobediência, infidelidade, roubo. Escandalizados, escandalizam. Culpam culpados. Pedem punição.

Legitimam suas intenções apresentando-se honestos. Identificam a Instituição Estatal Militar como sendo aquela em quem confiam, entre todas as outras, para fazer a “limpeza” ética, moral, institucional. Avalizam. Que venham inclusive do estrangeiro, preferem até mais que as Forças brasileiras, menos confiáveis em eficiência. Afirmam publicamente que os militares são confiáveis, desde que sob seus comandos. Dão as ordens, tiram e botam, no trono e no tronco, são a audiência. A nação a seus serviços.

Diapasão da cultura ideal brasileira. Ocidentais autênticos, lidos e escritos. Síntese de nossa melhor identidade, são esses que pedem a volta da intervenção militar.

Nossa polícia militar está com a moral e a ética ilibada porque não roubam dinheiro dos cofres públicos, mas de “bandidos”. Roubam vidas, mas de outros, diferentes deles, ainda que entre eles.

Cada arma que atira em nosso território sem registro de entrada, passou pela fronteira, passou pelo controle das forças armadas nacionais... eficiente e honestamente. Mas nem por isso tal classe perde a moral diante dos “verdadeiros patriotas da nação”: podem fechar o Congresso e mandar parar de tocar a banda, acabar com o carnaval.

Matam e morremos a cada momento em que calamos a vontade, cegamos a verdade, negamos a consciência viva em nós, iguais.

Confundimos medo e amor pelas emoções herdadas da mãe. Medo e acolhimento. Medo e afeto. Medo e segurança. Herdamos medo de dores ancestrais. Mas, estamos livres.

A liberdade de associação é algo absolutamente novo para nós, humanos livres sobre o novo mundo. Globalizados, mas em terras americanas. Mal começamos a participar do poder pelo voto e a escolher marido. As leis que herdamos não nos representam. Os políticos eleitos, sim. Votados foram, todos eles, o melhor que pudemos escolher diante de um SISTEMA DE ESTADO TOTALMENTE CORROMPIDO, já foi pior. Precisamos ir mais além!

Agora vão as ruas e pedem que sejam retirados a força: retirem a presidenta e fechem o congresso, queremos entregar o país antes que o povo torne o Estado legítimo!

"Please, sequestradores, não deixem que me libertem de vocês, escolhi um cativeiro muito maneiro para mim, com grades consagradas pela mídia. Trabalho naquilo que me dá prazer, como comida agradável e sou só tecnologia, minha zona é confortável."


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