quarta-feira, 18 de março de 2015

Qual a moral da História?

Qual a moral da História?

Para ter livre acesso a realização de suas necessidades básicas, indispensáveis e elementares é preciso nascer na terra com vigor, apenas isso. O mundo inteiro é conhecido. Sem mérito nascemos igualmente defeituosos. quanto mais saúde, mais trabalho. quanto mais inteligente, mais desafios.

Precisamos ver o "nós" contido no "eu" e desentender o "eles" antes de fazer filhos (e leis). Nascemos todos para servir a todos enquanto nós mesmos. Viemos ao mundo, nascemos, é tudo o que sabemos acontecer depois que fecundamos o óvulo e contraímos o ventre. Acolher-mo-nos chegados do mistério que antecede a qualquer e toda vida. Do mistério que atua antes da ciência, para que haja ciência.

Porém, baseados na diferença de escolaridade, erudição ocidental, parentesco, línguas e bundas, amor e pudor, direitos e privilégios são impostos. Força de vida e de morte distribuída por quem?

O mando. O mandato. O ato. O candidato.

Conhecer a biografia de Gandi, o Mahatma, ajudou-me a perceber o que é libertar da colonização não uma nação, mas o território, incluídas distintas nações nascidas naquele ambiente. Formas de experiência de vida, sedimentadas em religiões, enraizadas ali, na liturgia, nas redondilhas repetidas com as estações do ano, cada qual vendo suas certezas no céu, nas nuvens brancas onde desenhamos deuses e nas estrelas onde encontramos números, sentidos e medidas.

As Américas absorvem a dominação, a legalidade mau deixou a escravidão, o ímpeto de exploração colonizadora ainda nos dá sentido...  Um só representante para um diversificado povo que não se entende ainda na primeira pessoa?

O mando. O pai. O patriarcado. O marido. O presidente.

O que faz acreditar poder ensinar e aprender a controlar instintos animais? Natureza não se educa. Se doma. Se domestica. Se domina. Se cativa.

A moral da propriedade privada marcada antes na alma que na carne.

Família... cativeiro sexual, criativo, afetivo, produtivo, doméstico, maternal é o padrão dos bons costumes. Espírito domado. A incompreensão quanto ao real teor da fidelidade conjugal faz gerações inteiras perderem-se em egoísmo pactuado.

A emoção de ver a própria natureza humana, o bem incondicional que nos habita, vertendo diante de outro ser humano é domada pela apropriação da potência amorosa pela exclusividade, perde-se na alienação doméstica da sobrevivência, para se justificar no mérito do acúmulo de bens.

Grotescamente substituído ser por ter.

O que as vibrações entendem do tipo de anel usado?
Como evitar o brilho do olhar?
Os cheiros que exalam, devem fidelidade a quem?
Repressão, depressão, opressão.
Ô pressão!

Como perguntar por camisinha?
Como perguntar se ela tomou a pílula?
Como assumir a maternidade sozinha?
Como assumir o aborto sozinha?
Depois de toda putaria, como assumir a paternidade?
Sem morada, como assumir a parida com a cria?
Como sair dessa... (?)Violência.

Quem controla a violência?
Quem educa à violência?
Quem poderá cativar, domar a violência?

Docilizá-la poderá diminuí-la,
poderá dopá-la, mas nunca estará domada.
Quem dosa a dose?

Render-se é preciOso.

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