Está a
cada dia mais indigna a vida institucionalizada entre nós.
Tornamo-nos indiferentes a nós mesmos? Tornamo-nos números?
Existe um
palco onde uma novela política é encenada e comentada por
analistas, enquanto a verdadeira política acontece no dia-a-dia do
território, em família, nas ruas. Não olhamos para a vida, mas
para a tela que fala da vida. Não comentamos a vida, mas os fatos
narrados na tela em rede nacional. Concluímos dialogando com a
conclusão dos especialistas, autoridades nos fatos narrados. Não
olhamos para quem somos, mas para como estamos retratados na tela.
Construímos não o mundo que escolhemos, mas o que surge em
consequência às obrigações diárias que obedecemos cegamente.
"É
preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte."
É
preciso considerar o contexto histórico consequente que nos trouxe
até aqui.
Segundo
os noticiários mostram todos os dias desde a chegada da imprensa em
nosso território, o Legislativo e o Executivo estão comprometidos
até a alma na manipulação da distribuição de força e riqueza
extraída de nossa natureza exuberante, assim desviadas do bem comum
para o bem privado.
A fraude
na indústria de Petróleo que temos visto noticiada, somada a
extração incessante de madeira, terra, minério e água de nosso
solo pela construção civil e produção industrial comprova a inexistência de
instituições econômicas, políticas ou culturais representativas
do bem comum em nosso território.
Os índices de assassinato equipara-se aos de guerra declarada, sempre com envolvimento, cumplicidade ou indiferença estatal. Nossa guerra é cínica e a manipulação é concreta.
Os índices de assassinato equipara-se aos de guerra declarada, sempre com envolvimento, cumplicidade ou indiferença estatal. Nossa guerra é cínica e a manipulação é concreta.
Temos que
diferenciar o Estado no Brasil, do Estado Brasileiro: um monopoliza
direitos, outro garantiria direitos. Riqueza não se traduz por
dinheiro: um brota no solo e no meio ambiente e outro brota nos
bancos.
Segundo o
ex-ministro Maílson da Nóbrega, em seu livro “O futuro chegou:
instituições e desenvolvimento no Brasil”, a solidez das
instituições econômicas é o pré requisito para manter o sistema
democrático, indispensável para o desenvolvimento rumo a um país
rico. Isso dito ao mesmo tempo em que afirma que ditaduras não são
capazes de enriquecer o país, “esquecendo” que nossas
instituições todas são filhas de sucessivas ditaduras, nascem do e
correspondem ao pensamento, mentalidade, cultura tirânica, antropocêntrica. Como
aceitar a ideia de que a democracia deva se sustentar sobre alicerces
ditadores? (Ou que a violência leva a paz...???)
Nossas
instituições impõem prioridades e perspectivas estrangeiras,
pensadas pelo alto clero acadêmico, político e publicitário que
ocupam o Governo Federal, formados no exterior. Do diálogo das
negociações e disputas internacionais de poder, nascem políticas
públicas assim pactuadas e impostas de forma vertical sobre a base
da sociedade, que se vê obrigada a trabalhar na construção dessas
decisões. O esforço de toda a nação a serviço do interesse
alheio.
No
contexto dessa globalização, democracia não passa de alegoria,
instrumento de dominação.
Desde o
Tratado das Tordesilhas, até o Rio+20, como falar de democracia? Da
mesma forma, como falar de cidadão? Não somos descendentes dos
filhos de Israel, mas seguimos suas leis (Negar nossa ancestralidade
original para adotar a de Jesus é seguir as escrituras sem encontrar
sabedoria nelas.). Não participamos do super-lucro das bolsas internacionais, mas participamos de suas super quebras (olho para o trabalho dos cartunistas franceses sabendo
ser resultado de mentes formadas nas melhores Academias civilizadas e
desconfio...).
Que
referência temos de exercício do sistema de poder, de justiça e de moeda se tudo nos chega alheio a
nós? Que domínio possuímos dessa cultura de méritos? Que mérito
possuímos nessa cultura de domínio?
Olho para meus ancestrais, pais, avôs e bisavós e só encontro violação de direitos institucionais e exercício da sobrevivência marginal, mesmo que subserviente. Doenças múltiplas e multiplicadas. Uns mais inteligentes, outros menos talentosos e, ainda que violentos, sempre com boa fé e seriedade.
Olho para meus ancestrais, pais, avôs e bisavós e só encontro violação de direitos institucionais e exercício da sobrevivência marginal, mesmo que subserviente. Doenças múltiplas e multiplicadas. Uns mais inteligentes, outros menos talentosos e, ainda que violentos, sempre com boa fé e seriedade.
É preciso ter excedente para ter mercado.
É preciso ter supridas necessidades básicas DE TODOS para ter excedente.
É preciso, antes de tudo, que as instituições reguladoras nasçam no território, da lógica local empoderada. As esferas de poder precisam se justificar no amadurecimento de acordos locais. A cultura ética e moral ancestral, das famílias, comunidades, vizinhanças, precisa estar presente nas instituições todas.
É preciso ter supridas necessidades básicas DE TODOS para ter excedente.
É preciso, antes de tudo, que as instituições reguladoras nasçam no território, da lógica local empoderada. As esferas de poder precisam se justificar no amadurecimento de acordos locais. A cultura ética e moral ancestral, das famílias, comunidades, vizinhanças, precisa estar presente nas instituições todas.
Apenas a
comunidade local unida oferece as bases autenticas a construção do pacto entre povos que ocupam o território, garantindo .de poder soberano e representativo dos
E lá se
foram 5014 anos...

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